A turbulência que vem afetando a economia mundial e as bolsas de valores em todo o mundo tem passado ao largo da economia real no País. Esta é a impressão que tem a Antilhas Embalagens, que está otimista com a chegada do fim do ano e com os preparativos para atender a demanda de bens de consumo no Natal. Para isso, a empresa, localizada em SP, já está com as máquinas ligadas a cerca de 45 dias para atender a gigantes de diversos setores, como Alpargatas, Natura, e O Boticário, entre outras. A perspectiva é de que a empresa cresça entre 10% e 20% nesse ano, um aumento descolado do que o setor de embalagens em geral deverá apresentar em 2011, segundo dados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), que é de 1% sobre 2010.
Setor de cosméticos é responsável por 50% das vendas
De acordo com o diretor comercial da Antilhas, Bruno Baptista, a demanda em relação ao ano passado acompanha o crescimento do varejo. "Há setores em que o crescimento é de 10% e há outros que chegam a até 20%, como cosméticos e celulares, com isso a empresa deverá fechar o ano com crescimento de 2 dígitos", afirmou ele. "Uma fatia importante desse crescimento virá do setor de cosméticos, responsável por 50% de nossas vendas", completou o executivo. O crescimento das vendas da empresa está ligada diretamente à expansão dos bens de consumo no Brasil. A Antilhas produz embalagens e sacolas para diversos segmentos de bens não-duráveis.
Empresa abriu 2 escritórios na China
Apesar de expressivo, a empresa afirma que já estava preparada para crescer, tanto que investiu no ano passado uma parte dos R$ 30 milhões do orçamento do ano passado na ampliação de sua fábrica, que adicionou 8 mil m2 ao parque existente. Além disso, a empresa abriu recentemente dois escritórios na China para atender ao crescimento dos pedidos por embalagens com elementos que ainda não são fabricados por aqui e que por lá possuem escala de fabricação. "Escolhemos a China, principalmente, pelas opções e variedade de itens disponíveis", comentou Baptista. "Eles têm escala de fabricação que não temos por aqui e isso ajuda na redução de custos", argumentou.
Nova fabrica esta projetada para 2013
O movimento da companhia faz parte de um plano que visa a dobrar o faturamento até 2015, segundo o diretor. Mesmo sem revelar o valor da receita para este ano, podemos calcular, baseado nos números do ano passado, de R$ 215 milhões, que a empresa deve encerrar o período com R$ 430 milhões. O caminho para chegar a esse resultado, explicou o executivo da Antilhas, passa pela implantação de uma nova fábrica, projetada para 2013, mas ainda sem um local efetivo para ser construída. De acordo com Baptista, a tendência é de que seja mais ao norte da atual planta da empresa, em Santana do Parnaíba (SP). "Estamos na fase de projetos iniciais, podemos colocar a unidade mais ao norte, e os Estados de Minas e Bahia são as opções que estudamos, apesar de não descartarmos a nova fábrica aqui mesmo, na região onde estamos atualmente", analisou Baptista. "Construir mais ao norte nos daria vantagens logísticas por estarmos mais próximos de clientes do Norte e do Nordeste. Aqui, na região, há a possibilidade de sinergias entre as duas unidades se estiverem próximas", completa.
Fábrica utiliza 75% da capacidade
Para 2012, a Antilhas ainda vê perspectiva de crescimento por meio de melhoria na eficiência da produção da fábrica paulista. Segundo suas contas a empresa utiliza 75% da capacidade total da planta. "Podemos alcançar essas meta com substituição de equipamentos e automação nas linhas de logística interna da fábrica e outras melhoras no empacotamento de embalagens", apontou o diretor da Antilhas. A partir daí a empresa ainda planeja atuar em outros segmentos da indústria para fornecer além da embalagem utilizada em varejo. Os setores citados por Baptista como alvos para a atuação são alguns dos que a Antilhas já atua, entre eles, o cosmético [que responde atualmente pela maior parte dos negócios da empresa], vestuário, alimentos e bebidas, saúde e beleza. Ele afirma, inclusive, que se houver algum segmento onde a empresa pode substituir o vidro por resinas termoplásticas ou papel-cartão, a Antilhas pode disputar mercado.
Resíduos sólidos
Outro ponto que a Antilhas estuda é a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A companhia já desenvolveu um programa piloto que atraiu a atenção de alguns dos 109 clientes que a empresa mantém em seu portfólio habitual. De acordo com Baptista, ainda existem dúvidas acerca da equação financeira dessa medida e para qual cooperativa será transferido o material a reciclar./DCI Online