Balança comercial da indústria de plásticos tem déficit de US$ 1,9 bilhão em 2011

O saldo da balança comercial do setor de transformados plásticos apresentou déficit de US$ 1,9 bilhão (R$ 3,3 bilhões) até dezembro, crescimento de 40% ante o déficit de US$ 1,36 bilhão apurados no mesmo período do ano passado, informou a Abiplast. O resultado foi impulsionado pelo aumento no volume de importações, que cresceram 20% entre 2010 e 2011, saindo de US$ 2,83 bilhões para US$ 3,39 bilhões e do recuo das exportações, que avançaram apenas 2% no mesmo período, passando de US$ 1,48 bilhão para US$ 1,50 bilhão este ano.


Queda da produtividade em 3%
Segundo Roriz Coelho, as importações se sobressaíram às exportações porque o setor está perdendo competitividade desde 2007, o que leva os consumidores a optar por produtos importados.  "Teoricamente, nós teríamos mais vantagem em relação aos outros mercados por causa do petróleo, mas nós não temos competitividade para combater uma China, por exemplo, que não tem petróleo, e como o mercado está perdendo competitividade ante os importados, o setor está registrando perda de produtividade", explica. De acordo com levantamento da Abiplast, de 2010 a 2011, o setor de plástico perdeu 3% em produtividade no período.


Faturamento
Em 2011, o setor de transformados plásticos deve faturar R$ 50,7 bilhões (excluindo-se a participação dos importados), percentual 6,4% maior que o apurado em 2010, quando o faturamento foi de R$ 47,60 bilhões. Entretanto, o presidente da Abiplast explicou que, apesar do avanço, o faturamento em números reais se manteve estável ante 2010.


Desembolsos do BNDES
Em 2011, o setor deve receber cerca de 15% a menos de aportes vindos do BNDES em relação a 2010, somando R$ 954 milhões. Um ano antes esse montante foi de R$ 1,123 bilhão. Em 2011, a indústria de plástico deve investir R$ 4,9 bilhões em máquinas e equipamentos, montante 4,7% inferior ao visto em 2010. A mesma trajetória negativa é acompanhada pelos gastos com pesquisa e desenvolvimento, que deverão ficar em R$ 130 milhões, queda de 38% ante o ano passado. Na contramão, os repasses para inovação devem subir 16% este ano, totalizando R$ 730 milhões. / IG - Ultimo Instante