A DSM, empresa global de origem holandesa, investe forte em inovações ecológicas. Em 2010, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento representaram € 424 milhões, enquanto as vendas das chamadas "ECO+solutions" atingiram € 1,3 bilhão. Em parceria com a Novozymes, uma grande fabricante mundial de enzimas industriais, está lançando em vários países da América Latina a fitase Ronozyme HiPhos, destinada a elevar a liberação de fósforo, presente na ração animal, com o objetivo de auxiliar na maior absorção desse elemento químico por suínos e aves. O produto está aprovado no Brasil e deve ser comercializado no início do próximo ano.
Fibra de polietileno
O principal foco da DSM, segundo Vicent Van der Kruit, vice-presidente da subsidiária brasileira, é o desenvolvimento de novas aplicações do Dyneema, uma fibra de polietileno considerada 15 vezes mais forte que o aço e 40% mais forte que as de aramida. Ela flutua na água e é extremamente durável e resistente a elementos químicos e raios ultravioletas. Por isso, uma de suas principais aplicações é no setor marítimo. "Um dos nossos clientes no Brasil é a Transpetro, com quem fizemos um acordo para avaliar a eficácia de cabos de atracação desenvolvidos com a Dyneema", conta. "Mas estamos explorando também o mercado de luvas para o segmento metal-mecânico e coletes à prova de bala". Em janeiro, a DSM Venturing investiu na SkySails, que desenvolve e comercializa sistemas de propulsão auxiliar para navios cargueiros. As velas são acopladas aos navios por meio de cabos feitos com Dyneema. O uso de propulsão auxiliar com vento permite a redução de 10% a 35% nas emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir custos com combustível. /Valor B4