Produção do PET une RS e Uruguai

Durante o Encontro Estadual de Empreendimentos Econômicos Solidários, ontem, na Igreja da Pompeia, em Porto Alegre, no RS, foi assinado um termo de cooperação entre os governos do RS e do Uruguai, com o objetivo de promover ações conjuntas para a construção da Cadeia Solidária Binacional do PET. A assinatura foi efetivada pelo titular da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), Maurício Dziedricki, e pelo presidente do Instituto Nacional de Cooperativismo da República Oriental do Uruguai (Inacoop), Juan J. Sarachu Onetto.
Conforme Dziedricki, o acordo representa um marco legal nas relações do RS com o Uruguai no desenvolvimento da economia solidária. "O termo prevê que a transformação do PET em flake seja feita por empreendimentos gaúchos, após enviada para a cooperativa uruguaia Coopima, que do flake faz a fibra. Essa fibra vai para uma cooperativa têxtil mineira, que, a partir dela, cria o fio e envia para as cooperativas do RS, que irão confeccionar os produtos. Serão instalados cinco polos de tratamento de transformação do PET em flake no Rio Grande do Sul."/CP-RS Online

Resíduo vira produto sustentável
Produzir madeira plástica a partir da mistura com fibra de celulose é uma das tecnologias desenvolvidas pelo Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental (CITA), inaugurado há três meses pela Cetrel, empresa de proteção ambiental responsável pelo tratamento e monitoramento de resíduos e efluentes do polo industrial de Camaçari. Concebido com o objetivo de transformar resíduos industriais em produtos sustentáveis, o CITA mantém pesquisas ainda para reaproveitar metálicos e compostos de enxofre, metais preciosos e para a produção de asfalto ecológico. Em sua unidade piloto, o centro vai fabricar eco produtos em escala semi-industrial. "A premissa é que a sustentabilidade está cada vez mais presente na estratégia de grandes empresas", diz Tomaz Assmar, líder de novos negócios da Cetrel.

CITA produz a madeira plástica em parceria com a Braskem
A madeira plástica apresenta propriedades semelhantes às da madeira natural e pode ser utilizada para fazer tábuas e ripas, entre outros materiais. Esse produto é fabricado a partir da reciclagem de plástico processado para obter um material sólido com uso igual ao da madeira. O CITA produz a madeira plástica em parceria com a Braskem a partir de uma mistura de resíduos sólidos de fibra natural e resinas. Cerca de mil toneladas de resina plástica descartada pela empresa, mensalmente, é reaproveitada pela construção civil. A expectativa dos técnicos do CITA é produzir madeira plástica com preço mais acessível até do que a feita nos Estados Unidos, um dos grandes produtores desse tipo de material.

Planta piloto começa a operar em 2012
O projeto de recuperação de enxofre com grau de pureza até cinco vezes maior do que o produto disponível no mercado, também em curso, confere ao produto um padrão mais alto de qualidade e, em consequência, maior valor agregado. A planta-piloto para produção deste elemento deve entrar em operação em 2012. O material deverá ser utilizado pela indústria de cosméticos. "Os projetos do CITA vão dar mais competitividade às empresas", diz Assmar. Foram investidos R$ 15 milhões na construção do centro que conta com laboratórios e equipamentos com tecnologia de ponta onde atua uma equipe de 25 profissionais de diversas áreas, como química e engenharia. A Cetrel planeja desenvolver tecnologia em parcerias com empresas ou licenciar as tecnologias dos processos para que as indústrias possam produzir em maior escala./Valor B5