Enquanto a falta de tributação diferenciada barra o crescimento das recicladoras, setor do plástico avança na discussão da reciclagem energética. Uma indústria que, somente no Rio Grande do Sul, faturou R$ 275 milhões em 2010 e empregou diretamente 2,5 mil pessoas. Detalhe: sua matéria-prima é o lixo. Esses são os números das empresas de reciclagem mecânica de plásticos no Estado, revelados na quinta-feira passada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS (Sinplast), durante o lançamento do Energiplast 2011, em Porto Alegre.
Setor começa a se organizar
Ao lado de números positivos, porém, a pesquisa encomendada à consultoria MaxiQuim mostrou, entre as recicladoras, um cenário muito semelhante ao encontrados em outras indústrias. Um dos grandes gargalos ao crescimento do setor hoje está na tributação. Isso porque a empresa que converte o plástico triado em produto final não recebe diferenciação tributária por usar matéria-prima reciclada – é como se estivesse usando resina virgem. Entre os demais entraves à competitividade dessa indústria estão a falta de linhas de crédito para a produção e a informalidade que ainda domina o setor. – É um setor bastante jovem que começou a crescer de forma desestruturada, com iniciativas individuais, mas que agora já começa a se organizar – diz Luiz Henrique Hartmann, coordenador do Comitê de Reciclagem Energética do Sinplast. Reflexo dessa organização é o crescimento do número de empresas que passam de apenas recicladoras para também transformadoras do plástico triado – agregando mais valor ao seu produto. Hoje, elas somam 33% das empresas envolvidas em reciclagem no RS./ZH-RS Online